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TERAPIA SONORA

O que é?

Terapia Sonora é um termo genérico usado para designar métodos que se utilizam do som como agente terapêutico sem necessariamente estar organizado em uma estrutura musical.​

A Terapia Sonora é fundamentada no Princípio da Ressonância. A capacidade de ressonância se dá quando duas frequências idênticas entram em fase, vibrando em uníssono, transmitindo energia uma para outra e amplificando, assim, o fenômeno vibracional. Este princípio se manifesta sonoramente como experiência física vibroacústica e, a nível emocional, como empatia. Quando o fenômeno da ressonância vibro-acústica-emocional é percebido por uma pessoa, o senso interno de segurança é ampliado, possibilitando a eliminação de bloqueios e tensões. Neste momento, o sujeito se percebe mais integralmente, como sendo escutado e compreendido ampla e profundamente, desde o nível das memórias celulares até sua realidade psicoemocional, mental e essencial.

Como funciona?

No trabalho com Terapia Sonora acessamos diretamente as informações de toda experiência vivida armazenada no organismo como informação/vibração, através da sintonização com vibrações produzidas por fontes sonoras. Estas vibrações poderão ressoar em partes e campos saudáveis, amplificando a sensação de bem estar e relaxamento; acessar áreas desarmônicas/doentes; ou, ainda, se deparar em áreas de bloqueios - local de estrangulamento do fluxo vibracional aonde a capacidade de ressonância está comprometida. Nas partes saudáveis, como por exemplo a célula, a aplicação de frequências reconectivas ou de harmônicos sonoros[1] fortalecem a frequência saudável existente, este efeito se estende até o núcleo de memórias das células doentes/desarmônicas ativando seus registros saudáveis e contribuindo para a restauração do seu padrão natural. Nas partes em desequilíbrio é possível carrear a frequência desarmônica para fora do sistema ou imprimir outro padrão vibracional que sobreponha ao padrão vibracional nocivo. Em áreas de bloqueio, a revitalização acontece com a ampliação dos canais de fluxo vibracional e a liberação das tensões somáticas e energias residuais. Neste caso, o sistema passa por uma reorganização interna, recuperando a capacidade de ressonância/conexão com o mundo externo. Considerando que, somos seres moldados pelas ressonâncias produzidas a partir dos processos vibracionais internos em relação aos externos[2], tal interação harmônica é determinante na formação de um padrão saudável de vida.

Com que práticas atuamos?

  • Massagem de Som

  • Banho de Gongos

  • Regulação Vibroacústica Sistêmica

  • Bioacústica Terapêutica

Quais as principais aplicações?

Em se tratando de uma abordagem não-invasiva e asséptica, a Terapia Sonora pode ser aplicada de modo complementar aos demais tratamentos médicos, em clínicas e hospitais em áreas como:

  • Restauração e fortalecimento do padrão saudável do organismo

  • Controle do estresse e ansiedade

  • Controle da dor

  • Tratamento do trauma

  • Oncologia

  • Pacientes em cuidados paliativos

  • Gerontologia

Profissional responsável

Susan Gumes

MASSAGEM DE SOM

A massagem de som é realizada colocando as tigelas tibetanas sobre o corpo da pessoa e percutindo-as com uma baqueta ressonadora, fazendo-as vibrar. A percepção somatossensorial é ativada por estas vibrações, estimulando principalmente músculos, tendões e órgãos. Os sintomas fisiológicos e psicológicos mais comuns desta aplicação, citados pelo Instituto Peter Hess são: diminuição da atividade motora; diminuição da pressão sanguínea e dilatação dos vasos periféricos; aumento da fase da inspiração, regulação da respiração, com maior economia de oxigênio e propiciando estados de relaxamento; aumento das ondas cerebrais alfa e theta; e diminuição do nível de colesterol. Psicologicamente, ocorre uma maior clareza mental e foco interior, um aumento da percepção em relação a estímulos externos, o desvio dos pensamentos de situações negativas para situações positivas, e uma sensação manifesta de calma e serenidade.

BANHO DE GONGOS

Gongos são instrumentos milenares, produzidos com ligas metálicas específicas e que produzem uma quantidade de overtones capazes de promover um campo poderoso de ressonâncias.

o Banho de Gongos é uma experiência única que pode induzir a estados alterados de consciência e aprofundamento da percepção do corpo sonoro individual em conexão com o campo vibracional do micro e do macrocosmo. Quando ativamos os harmônicos sonoros dos gongos, a percepção somatossensorial e psicoacústica são ativadas por estas vibrações, promovendo o relaxamento profundo, o equilíbrio do sistema nervoso, o desbloqueio do fluxo energético e a ampliação dos níveis de consciência. Indicado em situações de tensões corporais, estresse, ansiedade e na busca por experiências significativas e profundas de autoconhecimento.

REGULAÇÃO VIBROACÚSTICA SISTÊMICA

A sobrecarga por ondas eletromagnéticas ou frequências geradas por aparelhos elétricos, os ruídos advindos de máquinas, os sons irritantes ao nosso sistema nervoso e músicas ambientes desagradáveis, afetam profundamente a saúde humana e do ecossistema como um todo, mesmo sem tomarmos consciência destes estímulos aversivos. A Regulação Vibracional Sistêmica busca restabelecer tanto os padrões de equilíbrio do nosso organismo, no caso de disfunções e doenças instaladas, quanto regular o sistema como um todo, estabelecendo a restauração dos padrões orgânicos naturais. Tais intervenções são realizadas através da ‘escuta somática por ressonância’, que consiste na aplicação de emissores de frequências (puras ou combinadas com música) diretamente no corpo da pessoa, usando equipamentos vibroacústicos (diapasões, amplificadores de som, fones de ouvido, fontes sonoras vibro-táteis, voz humana). Com a aplicação das vibrações reguladoras em forma de frequências puras, harmônicos sonoros e sons orgânicos, o sistema psicofisiológico tende a retornar ao seu padrão harmônico, relembrando o equilíbrio natural orgânico e regulando o padrão vibracional, promovendo, assim, o fortalecimento da saúde integral do indivíduo. 

BIOACÚSTICA TERAPÊUTICA

O estilo de vida vivenciado nas sociedades modernas em muito nos afastou do contato com a natureza, fato que contribuiu para o desequilíbrio do sistema humano, uma vez que o nosso padrão orgânico foi construído em ressonância com o padrão dos ambientes naturais. Esta modalidade de tratamento preventivo e complementar de saúde, se torna essencial nos casos dos riscos associados à sobrecarga e exposição continuada à contaminação eletromagnética, ruídos desagradáveis e sons irritantes ao sistema nervoso. Através da criação de um campo vibratório bioacústico com sons da natureza é possível, portanto, restabelecer o equilíbrio do ciclo vital e do padrão vibracional orgânico.

OS SONS DA NATUREZA PROMOVENDO A SAÚDE INTEGRAL DO SER HUMANO

Terapia Bioacústica é uma modalidade de tratamento preventivo e complementar de saúde, nos casos dos riscos associados à sobrecarga e exposição continuada à contaminação eletromagnética, ruídos desagradáveis e sons irritantes ao sistema nervoso. Através da criação de um campo vibratório bioacústico com sons da natureza é possível restabelecer o equilíbrio do ciclo vital e do padrão vibracional orgânico, permitindo um maior equilíbrio emocional, maior vitalidade, menos fadiga e menos estresse.

Segundo pesquisas da ecopsicologia, nosso inconsciente se desenvolveu e se adaptou durante milhões de anos ao contato com o ambiente natural (sons, paisagens, cheiros). A imersão em um ambiente acústico natural traz para o nosso sistema uma "reconexão" um reconhecimento do padrão de equilíbrio orgânico, de consciência unificada e de ressonância com o campo eletromagnético do planeta. Atualmente vivenciamos uma sobrecarga por ondas eletromagnéticas ou frequências geradas por aparelhos elétricos, os ruídos advindos de máquinas, os sons irritantes ao nosso sistema nervoso e músicas ambientes desagradáveis, que afeta profundamente a saúde humana e do ecossistema como um todo, mesmo sem tomarmos consciência destes estímulos aversivos. Para sua regulação, o organismo necessitaria de um período livre desta exposição ou de um tempo de ajustamento interno a estas frequências, o que não ocorre no caso de uma exposição contínua ou recorrente, fato que contribui para o desequilíbrio e estresse do sistema.

 

A Terapia Bioacústica que propomos busca uma Regulação Vibroacústica Sistêmica através da inserção de vibrações reguladoras para que o sistema retorne ao seu estado de equilíbrio natural. Algumas destas vibrações reguladoras são, além de sons da natureza diversos (rio, cachoeira, mar, fogo, pássaros, florestas, etc), as frequências reconectivas específicas (relacionadas a padrões naturais saudáveis, como, por exemplo, a Ressonância Schumann), espectro amplo de harmônicos sonoros (overtones) com efeito “slow fade”, ruídos orgânicos agradáveis com efeitos de liberação de tensões e integração do/ao sistema natural, padrões musicais orgânicos, sons de instrumentos ancestrais. Com a aplicação das vibrações reguladoras em forma de frequências puras, harmônicos sonoros e sons orgânicos e naturais, o sistema psicofisiológico tende a retornar ao seu padrão harmônico, relembrando o equilíbrio natural orgânico e regulando o padrão vibracional, promovendo, assim, o fortalecimento da saúde integral do indivíduo.

 

FORMA DE INTERVENÇÃO

 

Escuta profunda e atenta de sons naturais de alta qualidade gravados e selecionados para cada finalidade terapêutica.

Utilizamos fones de ouvido de alta qualidade que permita reproduzir todo o espectro de frequências mais próximos do som original. Estes sons gravados são provenientes de longa pesquisa de bioacústica terapêutica e gravados com equipamentos ultra sensíveis com a escuta atenta de um terapeuta bioacústico.

Além de fones de ouvidos, promovemos a escuta através de imersão sonora em um banho de som provenientes de outra fontes sonoras como instrumentos musicais e gravações de frequências puras ou inseridas numa estrutura musical.

ÁREAS DE ATUAÇÃO DA TERAPIA SONORA

Tratamento do Trauma

Buscamos promover um ambiente seguro e aporte terapêutico eficaz no apoio aos processos autorregulatórios do corpo que atuam na cura do trauma e seus estados relacionados: reação aguda ao estresse, o transtorno de estresse pós-traumático, os transtornos de pânico e de ansiedade generalizada. Em pessoas com níveis elevados de estresse e ansiedade disponibilizamos programas de gerenciamento e restauração do equilíbrio do organismo de forma integral.

Lembrando que o trauma é “qualquer elemento da experiência de uma pessoa que permaneça fixo e não resolvido”[6], podemos dizer que é um registro da experiência conservado pelo corpo. Tal registro poderá ser acessado por ressonâncias sonoras, assim como, os mecanismos de respostas do organismo à experiência poderão ser ativados pelas mesmas. A Terapia Sonora, também, oferece recursos coadjuvantes no tratamento de sintomas traumáticos. Propiciando resposta de relaxamento e acesso às informações traumáticas reprimidas ou congeladas por mecanismos de defesa, o trabalho com som permite desbloquear as contrações e tensões das áreas “desativadas” e a liberar as cargas/conteúdos reprimidos, seja carreando-os para fora do sistema ou conduzindo-os a um novo padrão frequencial, permitindo, assim, a reorganização do sistema.

 

No controle do estresse e ansiedade

A Terapia Sonora colabora na restauração do equilíbrio do organismo com níveis elevados de estresse e ansiedade. Sabemos que o estresse, assim com a ansiedade, são respostas naturais do corpo a situações de ameaça.  O que os torna nocivos à saúde do indivíduo é a impossibilidade de adequação de suas reações e liberação pelo corpo de seus efeitos. Neste caso, a TS entra como agente coadjuvante na regulação entre a carga emocional, a atividade cerebral e as reações fisiológicas decorrentes da adaptação a eventos estressores, inclusive a dor.

Métodos como a Massagem de Som funcionam satisfatoriamente como efeito de controle positivo do estresse (ex.: relaxamento profundo) e diminuição do seu controle negativo (ex.: agitação mental); além de produzir efeitos positivos em relação à imagem corporal dos indivíduos com o aumento da “dinâmica corporal vital” e a redução da “avaliação corporal rejeitada”, demonstrados em resultados de diversas pesquisas documentadas pelo Instituto Peter Hess, Alemanha[2]. Análises relataram também que diversos efeitos resultantes do estresse, como aumento da pressão sanguínea, tensão e dor muscular, limitação em movimentos, falta de sensibilidade, deficiência na percepção, inquietação interior, insônia, ansiedade e sensações depressivas, foram minimizados a partir da aplicação da massagem de som. O relaxamento induzido pelas vibrações das tigelas tibetanas no organismo provocam uma percepção corporal alterada, com sensação de expansão e vitalidade e desdobramentos psíquicos da “imagem corporal positivada”, levando à uma melhor identificação de sintomas e maior possibilidade de autorregulação, compreensão e controle dos movimentos e reações; condições fundamentais no gerenciamento do estresse.

Na terapia vibroacústica, segundo pesquisas realizadas pelo musicoterapeuta Roger Carrer (2007), são aplicadas ondas sonoras de baixa frequência, com comprovada redução da dor, diminuindo a hipertonia e a ocorrência de espasmos musculares, propiciando o aumento da amplitude dos movimentos, possuindo um efeito ansiolítico e analgésico. Na escuta somática por ressonância “...as vibrações, tanto da música, quanto das baixas freqüências sonoras são sentidas no corpo que recebe uma ‘massagem interna’ beneficiando o sistema autônomo corporal, facilitando processos metabólicos e estimulando a circulação sanguínea, induzindo o indivíduo a um relaxamento profundo, e estes são alguns dos principais aspectos que são considerados responsáveis pelos benefícios terapêuticos.”[3].

Por último, devemos considerar o estresse causado pela exposição constante, sofrida pelo organismo humano, a frequências vibratórias e eletromagnéticas advindas de fontes vibratórias artificiais tais como, aparelhos celulares, televisão, máquinas e equipamentos ruidosos, etc. Os efeitos nocivos destas vibrações podem ser apaziguados com a aplicação das técnicas de Regulação Vibroacústica Sistêmica. Tais técnicas consistem em oferecer tempo de restauração e vibrações reguladoras ao organismo: frequências reconectivas, harmônicos sonoros (overtones) e sons orgânicos e naturais​​

Com pacientes em tratamento intensivos

Pacientes em tratamentos intensivos estão submetidos a uma rotina intensa e desgastante de intervenções que impactam o organismo como um todo. Promover o cuidado integral e humanizado, que inclua a multidimensionalidade do paciente é imprescindível. Ao atender às expectativas de comunicação, verbal e não verbal, e à necessidade de escuta, oferecemos ao paciente uma atenção em profunda ressonância com seu ser e a disponibilidade de olhar para além dos sintomas, alcançando sentimentos, emoções e novas perspectivas. Intervenções terapêuticas sonoras sensíveis ao contexto holístico de instalação de uma doença, conduzem a experiências reconfortantes, a espaços de segurança, à escuta ampla do corpo e do ser, e à comunicação empática e ressonante consigo (apoio interno) e com o outro (apoio do cuidador).

De maneira singular, as práticas terapêuticas através do som conduzem ao alívio físico, emocional e espiritual. Nestes casos, possibilitam a melhoria no estado de humor, o alívio do estresse e tensões somáticas, a minimização de pensamentos negativos, aumento da capacidade respiratória, alívio da dor e da fadiga; tornando-se uma aliada nos agravos psicossomáticos e na revitalização geral do sistema. Atuando diretamente no núcleo da dor física e emocional destes pacientes, o acolhimento sonoro integral é um caminho suave e seguro que conduz ao alívio espiritual, à ampliação do sentido da vida e à reconexão com o sentido de paz interior.

 

Em gerontologia

Tratando-se de um campo multi e interdisciplinar, a gerontologia estuda o envelhecimento em todos os seus aspectos: genético-biológicos, psicológicos e socioculturais. A contribuição da Terapia Sonora possui sua singularidade nesta área por se tratar de uma intervenção a nível físico que desencadeia respostas somáticas, cognitivas, afetivas e emocionais. Aplicações vibroacústicas possuem efeito direto sobre problemas comuns ao envelhecimento melhorando a amplitude de movimentos, trazendo o alívio das dores, o equilíbrio do sistema nervoso e a diminuição da pressão arterial, além de estimular as funções cognitivas. Estas aplicações, por se tratarem de um toque indireto não invasivo, é geralmente bem aceito e acolhido por este público, possibilitando um relaxamento e bem estar geral, traduzindo em sensação de cuidado e atenção plena, além de minimizar a carência de toque da escuta profunda.

Já a investigação da experiência musical individual (musicoterapia receptiva), atinge o núcleo de memória afetiva, e, a cada escuta da melodia familiar desperta lembranças e emoções relativas àquelas experiências. As respostas ao estímulo sonoro e musical despertam o organismo como um todo, desde respostas emocionais à estimulação de imagens e reminiscências, traduzindo-se em vivacidade e energia. Estudos demonstram que, mesmo que a capacidade das pessoas com demência em processar muitos tipos de informação tenham sido perdidas, a resposta emocional às músicas familiares são quase espontâneas[7]. Portanto, nos casos de demência senil, é uma ferramenta importante para devolver momentos de vida escondidos pela incapacidade do organismo em responder a outros estímulos.​

[1] Refere-se a frequências reconectivas aquelas relacionadas a padrões naturais saudáveis, como, por exemplo, a Ressonância Schumann; e a harmônicos sonoros às frequências múltiplas inteiras maiores que a fundamental.

[2] Anderten, Karin. Processamento do Stress Através do Som, in Ortelbach. Massagem de Som Segundo Peter Hess, 2015.

[3] Carrer, Roger. Musicoterapia Vibroacústica. Faculdade Paulista de Artes, São Paulo, 2007.

 

[4] Levine, Peter. O Despertar do Tigre. Summus Editorial, São Paulo, 1999.

[5] Ross, Gina. Do Trauma à Cura, Summus Editoral, 2014.

[6] Idem

[7] Tomaino, Concetta M. Musicoterapia Neurológica: evocando as vozes do silêncio, EST, 2014.